Agora vai?

Com a garantia do voto do deputado distrital Bispo Renato (PR), agora o governo espera que o projeto que reestrutura a previdência dos servidores públicos passe com folga na Câmara Legislativa. No entanto, as sequelas que restarão do desgaste entre os poderes Executivo e Legislativo podem ser irreversíveis. Sem falar no desgaste das imagens de quem se posiciona a favor do projeto de Rodrigo Rollemberg frente aos servidores públicos do DF. Os sindicatos têm dado mostras de que tão cedo as categorias não esquecerão os nomes dos pelo menos 13 que se enfileirarão com o governo. Agora é esperar a terça-feira chegar, em uma sessão que promete ser mais que tumultuada, para ver a proposta de salvar o governo Rollemberg se sacramentar. E depois, que for possível por a mão no dinheiro do superávit do fundo capitalizado dos servidores para pagar os aposentados do fundo financeiro, o governo perde o direito de usar desculpas para a falta de dinheiro, atraso nos pagamentos dos fornecedores ou mesmo ameaça de parcelar os salários dos servidores públicos? E a terceira parcela dos reajustes, concedidos a mais de 30 categorias em 2009, serão pagos? Ou será que o governo vai insistir no discurso do rombo financeiro até o fim do mandato?

Respeito perdido

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A sessão de ontem a Câmara Legislativa foi movimentada, com discursos calorosos e muita indignação distribuída. Wasny de Roure (PT) pediu a palavra para dizer que perdeu o respeito pelo governador Rodrigo Rollemberg neste episódio, pela postura dele em atacar até o Tribunal de Justiça para justificar a necessidade de se aprovar o PLC 122/2017. “O governador deveria ter equilíbrio e sensatez”, resumiu Wasny. Já o deputado Chico Vigilante (PT), em nome da liderança do PT, chegou a chamar o governador Rodrigo Rollemberg de “doido”, ao comentar os últimos movimentos do governante para pressionar pela aprovação do projeto. Para ele, os ataques do governador ao movimento sindical e à Câmara são um absurdo.

Discussão

Wasny chegou a debater, em clima tenso, com o líder do governo, Agaciel Maia (PR), que defende a proposta de se acabar com a segregação de massas. Enquanto o petista defendia que era injusto usar o dinheiro do superávit para aliviar o caixa do Executivo, o líder insiste que não há diferença entre os servidores que entraram antes de 2007 e os que entraram depois. E acusou a oposição de promover uma cortina de fumaça para fazer “confusão na cabeça das pessoas”.

Lá vem a eleição

Reginaldo Veras (PDT) foi um dos que tomou lugar para ler a nota do PDT em que o desembarque do partido da base aliada é aventada. Na fala, o deputado distrital reiterou que permanece na independência, conforme prometera aos eleitores. “Não vou votar a favor de projetos que retirem direitos dos trabalhadores e contrarie bandeiras históricas do partido”, disse ele.

Confusão

E, ao mencionar o PDT, que é o Partido Democrático Trabalhista, chamou a legenda de “Partido dos Trabalhadores”, que é o PT. Risos.

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