A conta foi para o partido pagar

O enredo da história do afastamento do presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, é digno de novela. Como se não bastasse ter invadido a sede da legenda, que fica no Lago Sul, em Brasilia, ele mandou a conta do chaveiro para o partido pagar. O dono da empresa, que fez o serviço de abrir as fechaduras, levou a nota ontem, conforme sugerido por Machado, e tentou receber os R$ 640 cobrados pela abertura de nove portas – foi tão confiante que receberia, que levou o documento carimbado e assinado com o “recebemos”. O chaveiro foi orientado a procurar a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência, já que o presidente afastado entrou no local para subtrair documentos usando um carro de passeio, que foi guinchado.

Segura o dente, deputado

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Depois de o senador Hélio José (PMDB-DF) ver o dente pular da boca, ontem foi a vez do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) se embaraçar com a prótese dentaria, na tribuna da Câmara dos Deputados. Efusivo, ele discursava no Plenário, quando o dente provisório se soltou. Ele levou a mão à boca, pediu desculpa e encerrou a fala no meio de uma frase.

Promessa

Para cumprir promessa, o deputado distrital Claudio Abrantes (sem partido) acompanha o cortejo da Folia do Divino Espírito Santo a pé há quase uma semana. Ao todo, serão 140 quilômetros percorridos entre fazendas do Estado de Goiás até a chegada em Planaltina-DF, prevista para amanhã. Os festeiros fazem o trajeto a cavalo, mas o deputado, que por anos interpretou Jesus Cristo na Via Sacra de Planaltina, vai a pé, em agradecimento por uma “graça” alcançada há dois anos.

Lembrança do passado

O governador Rodrigo Rollemberg resolveu se lembrar do senador Cristovam Buarque (PPS), ex-aliado dele, ao citar, em discurso, que Brasília já foi referência nacional no respeito à faixa de pedestres. “A gente não pode deixar de lembrar do Cristovam Buarque, que era o comandante maior como governador de Brasília”, disse.

Capo… o que?

Você já ouviu falar em capoterapia? Segundo o deputado distrital Julio Cesar (PRB), que de esporte entende bem, “é uma nova terapia corporal, inspirada nos movimentos e gestualidade da capoeira, adaptados para as pessoas idosas”. Os benefícios da prática são tão bons que o parlamentar já quer inclui-la no rol de Práticas Integrativas em Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde no DF. O projeto que ele apresentou já foi, inclusive, aprovado no Plenário da Câmara Legislativa em primeiro turno.

De outros carnavais

Mais curioso que o nome da prática é que o inventor dela é de Taguatinga e se chama Mestre Gilvan e é bem próximo do parlamentar.

Dia dos Namorados

Junho chegou e, com ele, a expectativa de que o comércio melhore. Com a proximidade do Dia dos Namorados, as 30 mil lojas de rua e de shoppings do Distrito Federal esperam um aumento de 3% nas vendas deste mês, contra 2% do ano passado. Conforme o Sindicato do Comércio Varejista, roupas e perfumes devem ser os presentes mais procurados neste dia 12.

Entrevista: Hélio Doyle

Uma política tão velha…

Ex-secretário da Casa Civil do governo Rollemberg, o jornalista Hélio Doyle apresenta hoje, na UnB, o livro “Assim é a Velha Política”, uma coletânea das 143 colunas que publicou no Jornal de Brasília, de maio a dezembro do ano passado. A publicação tem prefacio de Nicolas Behr e apresentação do senador José Antonio Reguffe. A coletânea analisa o cenário político local e os meandros das relações entre os poderes. Embora os textos tratem da realidade da gestão de Rollemberg, Doyle explica que servem também para analisar períodos anteriores.

Podemos concluir que os textos reunidos no livro fazem uma crítica ao que vc acompanhou e viu ocorrer nos governos dos quais participou?

Os textos partem da realidade de 2016, mas a velha política é tão velha que as análises servem para períodos anteriores

Na campanha, Rollemberg prometia renunciar a qualquer prática da velha política. O que deu errado, na sua opinião?

Já na transição, ele ignorou o que havia prometido na campanha e iniciou negociações com distritais à base dos velhos métodos. Não quis ousar

Este é o principal erro do atual governo?

O erro principal deste governo é a falta de ousadia e coragem para mudar de verdade: executar uma nova política, uma nova comunicação, um novo estilo de governar, fazer a reforma do Estado

O que o leitor pode esperar de “Assim é a Velha Política”?

É apenas uma coletânea de textos fragmentados que têm uma unidade de pensamento.

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