Copinha

O alfabeto foi substituído.

São tantos grupos (30) que, nem mesmo com o reforço do W, do K e do Y daria para nomear todas as chaves. Uma preocupação: será que temos tantos times assim que mereçam participar daquele que já foi considerado o mais importante da categoria do país? Sinceramente, acho que não. A Copa São Paulo de Juniores que começa hoje está perdendo espaço. Já temos o Brasileiro, já temos a Copa do Brasil… Mas tradição é tradição e o título da Copinha ainda vale muito. Tanto que o São Paulo, que ano passado faturou nada menos do que cinco títulos na categoria, incluindo a Libertadores, vai entrar com tudo para “ganhar o título que falta”. Pode ser.

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Com o parágrafo de abertura da coluna de hoje o colunista não quer, de modo algum, diminuir o valor da Copa São Paulo de Juniores. Também gosto de tradição. Mas é esquisito ver times de empresários disputando com equipes tradicionais, que merecem estar ali – sem falar que, este ano, ou melhor, no finzinho do ano passado, ainda surgiram suspeitas sobre licitação de hotéis para equipes participantes. Coisas que estão aí, todos os dias, no Brasil, mas que gostaríamos que ficassem distantes do futebol.

Se o São Paulo, pelo retrospecto de seu time na temporada passada surge como favorito, o que dizer do Flamengo, que busca o bi, mas com uma equipe renovada? E o Corinthians, maior ganhador da competição com nove conquistas? E Fluminense e Internacional, que sempre fazem boas campanhas? No caso do Colorado ainda há uma questão mais séria: quem se destacar poderá ajudar a equipe a voltar à Série A do Brasileiro. Será?

Os jogos se espalharão por 29 cidades paulitas (São José receberá dois grupos) e o regulamento é confuso – como não poderia deixar de ser com tantos participantes. A grande novidade é a possibilidade de poderem ser feitas seis alterações em cada jogo, o que acabará aumentando o desnível, porque alguns times de fora de São Paulo viajaram com apenas 18 jogadores, ou seja… Num só jogo praticamente todos poderão atuar. Resta saber quem vai conseguir chegar à final, dia 25 de janeiro, quando a capital paulista comemora seu aniversário. Jogos não faltarão para combater a carência que nós, torcedores, estamos sentindo.

Desânimo

Está aberto o período de solicitação de credenciamento para a Copa das Confederações, que será realizada na Rússia, na segunda quinzena de julho. Como se sabe, o Chile, campeão da Copa América de 2015, será o representante da América do Sul na competição que terá, entre outros, a Alemanha, atual campeã do mundo, e Portugal, campeão europeu. O problema é que os chilenos andam desconfiados com a sua seleção. Depois de duas conquistas seguidas no continente (ano passado faturaram a Copa América Centenário, nos EUA), o Chile está, neste momento, fora do Mundial – ou seja, pode jogar a Copa das Confederações e não aparecer na Rússia para o Mundial.

Esta situação está provocando uma reação curiosa entre torcedores e jornalistas chilenos. Muita gente, ironicamente, diz que irá à Copa das Confederações para conhecer o que os outros encontrarão por lá em 2018. Outros afirmam que não vale gastar dinheiro num torneio amistoso se, quando vale o título, o país não estará presente. Por aqui, pelo menos, as televisões já estão dizendo que irão mostrar os jogos. Como nós precisamos de apenas mais dois pontos para garantir nossa vaga na Rússia, vale a pena acompanhar e ver o que nos espera.

Sem graça

O alemão Toni Kross publicou numa rede social uma mensagem de feliz ano novo na qual troca o um de 2017 pela bandeira do Brasil e o sete pela da Alemanha, em clara referência aos 7 a 1 de 8 de julho de 2014. Este fantasma, certamente, irá nos acompanhar de forma mais forte do que os 2 a 1 do Uruguai de 1950.

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