O caso Mário Eugênio: o fim do Gogó das Sete

No dia 11 de novembro de 1984, o jornalista Mário Eugênio Rafael de Oliveira, conhecido como Gogó das Sete, foi assassinado com sete tiros na cabeça quando saía da Rádio Planalto, no Setor de Rádio e Televisão Sul. Ele tinha 31 anos.

 

Mário Eugênio apresentava o programa policial mais popular da época e foi morto após denunciar a atuação de um esquadrão da morte envolvendo o alto escalão da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Os tiros foram disparados pelo policial civil Divino José de Matos, o Divino 45, que usou uma espingarda calibre 12 e um revólver Magnum calibre 38 na execução. Dando cobertura à ação, estavam os agentes Iracildo José de Oliveira e Moacir Loiola, além dos cabos David do Couto, Aurelino Silvino e do sargento Antônio Nazareno, todos do Exército. Os seis foram indiciados pelo assassinato meses depois. Como mandantes do crime, o inquérito apontou o então secretário de Segurança Pública do DF, Lauro Rieth, e o delegado Ary Sardella, coordenador da Polícia Especializada.

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Mário Eugênio em 1983
Mário Eugênio em 1983

 

O crime causou comoção no Brasil inteiro e tomou conta dos principais meios de comunicação durante muito tempo. Vários jornalistas de Brasília ajudaram nas investigações, inclusive.

 

E o que aconteceu com os acusados nos processos judiciais que se seguiram pelos anos seguintes? As denúncias contra Rieth e Sardella foram arquivadas por falta de provas. O policial Moacir Loiola morreu em 1985, logo após seu depoimento sobre o caso, em um misterioso suicídio. Os demais receberam penas variadas, sendo a maior delas a de Divino 45, condenado a 14 anos de prisão.

 

Até hoje, o bordão do Gogó das Sete é lembrado: “Aqui a notícia é do tamanho da verdade, doa a quem doer”.

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