Crime na Pacheco Fernandes permanece um mistério até hoje

No Carnaval de 1959, aconteceu uma briga nas instalações da Construtora Pacheco Fernandes Dantas, que ficava na área da atual Vila Planalto. Após reclamar de uma comida estragada, vários operários começaram a discutir com os funcionários do bandejão, resultando em um quebra-quebra generalizado. Para conter a confusão, foi chamada a temida GEB (Guarda Especial de Brasília), que não conseguiu fazer muita coisa, pois foi impedida pelas centenas de candangos que estavam no local.

 

Humilhados, os guardas voltaram à noite em maior número e com mais armamento, invadindo os acampamentos. A partir daí as versões da história ficam diferentes. Oficialmente, apenas uma pessoa morreu. Mas trabalhadores que estiveram ali contam ter visto caminhões com as caçambas cheias de cadáveres saindo da Pacheco Fernandes no dia seguinte. Conta-se que foram enterrados no terreno onde seria construída a Torre de TV. Nada foi comprovado até hoje. Após sua inauguração, em 1967, o mirante da Torre foi palco de dezenas de suicídios, até que aumentaram o tamanho da grade de proteção, já nos anos 90.

Publicidade

Cadastre-se para receber as notícias do Jornal de Brasília.

COMPARTILHAR