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Esplanada
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Autofagia

Arquivo Geral

20/02/2017 12h00

Atualizada 19/02/2017 18h37

Que credibilidade passa ao mercado uma empresa, estatal ou privada, cujo presidente foi alvo da Polícia Federal com busca e apreensão de documentos na própria sede? Essa é a pergunta lançada por deputados do PMDB ao presidente Michel Temer. Eles cobram a demissão de Márcio Lobão, presidente da BrasilCap, do Banco do Brasil. O que conota ser uma justificativa para a sociedade é apenas autofagia. A vaga é do PMDB do Senado – seu pai, senador Edison Lobão, o padrinho. Os deputados querem indicar um apadrinhado da bancada para a BrasilCap.

Socorro, papai

Márcio Lobão pediu afastamento temporário, e ficou por isso mesmo. O PMDB entrou numa briga para que seja demitido. Internamente, seu pai o defende.

Tiro no pé
O caso mostra que a autoconfiança de Temer ao criar regras sobre demissão ou afastamento de subordinados enrolados deixou brechas: e no caso de busca e apreensão?
Saci do Maggi
Torcedor do Internacional gaúcho, que caiu para a 2ª divisão, o ministro da Agricultura. Blairo Maggi, tem uma estatueta de um saci (símbolo do torcedor) na mesa. De raiva, vira a imagem de costas para ele. Mas a faxineira insiste em colocá-lo na posição frontal
Escolhido
O futuro presidente da comissão especial da reforma da Previdência no Senado será Garibaldi Alves filho (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência no governo Lula.
Peso da ‘responsa’
Há balanças em postos fiscais recém-inaugurados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fechadas por falta de… aferição do Inmetro. Cada aferição custa algo em torno de R$ 50 mil, e o serviço é de responsabilidade das concessionárias das rodovias. As empresas pediram prazo para junho, e a ANTT topou.
Carga liberada
É que no meio do ano vencem a autorização para aferições do Inmetro nas balanças já existentes. A trégua não foi bem vista na turma do Ministério Público que já acompanha os serviços da ANTT há alguns anos.
Jotinha
Sobre a eventual volta do ‘Jornal do Brasil’: o impresso foi tido como ‘morto’ na transição da monarquia para a República, quando parou de circular por meses. Voltou às ruas e fez história. Mas o cenário era instabilidade do sistema, não financeiro como hoje

Precedente

Esse imbróglio sobre Lula da Silva ser reconhecido ou não ministro de Dilma, e Moreira Franco com status de ministro – nos dois casos, o foco é o foro privilegiado na Justiça – tem precedente no próprio Governo Lula, em seu primeiro ano.
O pioneiro

Então chefe da Casa Civil, José Dirceu foi visto aos brados num corredor do Palácio do Planalto cravando que Henrique Meirelles (então chefe do Banco Central) tinha que ter status de ministro, com foro. A operação foi rápida, e ninguém chiou como hoje.
Cerco tucano

Nos bastidores, Dirceu justificou para o chefe que o então senador Antero Paes de Barro (PSDB-MT) criaria dificuldades na Justiça contra Meirelles – o presidente do BC, ex-tucano, era jóia da coroa de Lula e sustentou a credibilidade internacional do Governo.

Reprovado pelo povo
Consulta aberta pelo portal do Senado mostra alto índice de rejeição a Alexandre de Moraes para o cargo vago no STF. Das mais de 700 manifestações – pelo site ou por telefone – cerca de 70% criticam as conexões de Moraes com o PSDB e Temer.

Efeito colateral
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) prepara a artilharia para a sabatina de Alexandre de Moraes na CCJ do Senado amanhã, mas com alvo duplo. Vai criticar a indicação e atacar o presidente da comissão, Edison Lobão, citado na Lava Jato.

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